domingo, 18 de setembro de 2011

Valeska Soares




Valeska Soares nasceu em Belo Horizonte, viveu um período no Rio de Janeiro e, atualmente, mora em Nova York, onde conquistou livre acesso no circuito mundial de arte. “Tenho uma energia que se beneficia bastante deste tipo de translado. Vou reciclando com essas mudanças”, conta ela, que se sente à vontade com a situação de participar de projetos simultâneos em locais distintos, realizados a partir de várias linguagens, de objetos tridimensionais a vídeos e instalações. “Penso muita coisa, não paro de ter ideias, que surgem com níveis de ansiedade diferentes. Se tivesse envolvida somente em um projeto é que roeria as unhas.” 

Mesmo fora de Belo Horizonte há anos, a artista teve papel importante no fomento das artes contemporâneas da cidaeciso entre o rigor conceitual e a manipulação dos sentidos em jogos sensuais com a percepção. Relacionamentos interpessoais, glossários, labirintos e jardins são temas recorrentes em sua obra, que tece alude. Coube a ela, ao lado das artistas Rosângela Rennó e Rivane Neuenschwander convencer a diretora do MAP, Priscila Freire, a mudar de rumos e voltar a programação da instituição totalmente para a arte contemporânea. A época coincidiu com a estruturação do Museu Inhotim. 




Em 2002, Valeska Soares produziu sua primeira videoinstalação no antigo
Cassino da Pampulha, projeto de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte. O vídeomostra dançarinos que se movem pela pista de dança desta obra prima daarquitetura moderna e, por meio de sobreposições, encontram-se e separam-senum passe de mágica. Em Inhotim, a artista criou um pavilhão de formaoctogonal, inspirado nos tradicionais gazebos de jardim, à beira de um lagoisolado. Este pavilhão recebe Folly (2005-2009), cujas imagens fantasmagóricassão refletidas infinitamente nas paredes de espelho de seu interior.


Maquete 
 Folly - Inhotim 



O trabalho escultórico de Valeska Soares – que se desdobra em instalações e filmes – estabelece um diálogo prsões à mitologia, à literatura e à própria história da arte. A superfície espelhada surge com freqüência como estratégia de envolvimento do espectador, que tem os sentidos estimulados por sons, cheiros e ilusão visual.

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